Eduardo Peixoto/GLOBOESPORTE.COM
Jaílton curte o filho Rodrigo no dia de folga
Jaílton comemorou o gol contra o Atlético-PR com um grito. As palavras são impublicáveis. Mas compreensíveis para quem acompanha sua trajetória no Flamengo. A mãe dele é uma dessas pessoas.
Assim que deixou o Maracanã, o volante ligou para os pais, que moram em Aracaju. Do outro lado da linha, a mãe chorava sem parar. Um misto de alegria e alívio.
- Só a minha família sabe o que eu passei. Não apenas no Flamengo, mas até chegar até aqui tive de superar muitas coisas. Pedi para ela parar de chorar porque o momento era de alegria e não de tristeza – diz o jogador.
Quando chegou ao Rubro-Negro, no início de 2007, ele sofreu com o preconceito aos jogadores vindos do Ipatinga. A criticada “República do pão-de-queijo” o incomodou
- Nem mineiro eu sou. Nasci em Sergipe. Eu e Luizinho chegamos depois e esse rótulo atrapalhou um pouco. Quando o Ney (Franco) saiu, surgiram informações de que eu não seria mais utilizado. Não posso negar que pensei em sair – conta.
Mas ele resistiu às críticas. E às vaias. No jogo contra o Internacional, foi perseguido durante 45 minutos pelos rubro-negros. Substituído no intervalo, ficou três jogos fora da equipe. Retornou contra o Ipatinga e não saiu mais.
- Foi um momento de reflexão. Pensei muito, busquei o apoio da minha família e acho que isso me deu muita força para reverter isso – declara o jogador
O apego à família é um traço marcante na personalidade de Jaílton. Nos momentos de folga, não desgruda do filho Rodrigo, de um ano, da esposa Ártemis e dos irmãos.

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